Em inúmeros países da Europa e nos Estados Unidos não é incomum as crianças ou adolescentes, na escola ou em sua comunidade, terem aulas de primeiros socorros. São ensinados princípios básicos que podem, e o fazem milhões de vezes anualmente, representar a sobrevivência de alguém, através de procedimentos que não são difíceis de se aprender, só são negligenciados pela população em geral.  

Infelizmente, no Brasil e realidade é outra. Apesar da grande oferta de materiais, escolas e cursos online sobre primeiros socorros, a grande maioria da população ainda tem como certos mitos que fazem parte do imaginário popular, mas que, na verdade, não só não funcionam como muitas vezes podem prejudicar mais do que ajudar. E, em sua maioria, são procedimentos simples e eficazes que podem salvar vidas. O curso de Primeiros Socorros vai te ajudar a se aprofundar nas técnicas básicas necessárias para prestar os primeiros socorros, e também vai ser um aditivo importante no seu currículo, o que irá sem dúvida te ajudar a se colocar melhor no mercado de trabalho.

Um estudo traz estatísticas interessantes sobre primeiros socorros. Mais de 150 mil pessoas morrem anualmente no Reino Unido em situações onde poderiam ter suas vidas salvas por primeiros socorros, e somente 9% dos britânicos se sente confiantes para aplicar estas técnicas. No Brasil, este número deve ser ainda menor, uma vez que aqui não há aulas obrigatórias nas escolas e que éaro um adulto ter noções reais de primeiros socorros. Por falar em crianças, sabe-se que mais que 70% das mortes em crianças menores de um ano se dão por sufocação e quase 40% por afogamento. Ambas situações que poderiam ter danos sérios de saúde. Em 2014, das 122 mil hospitalizações de crianças até 14 anos, 47% se deram por conta de quedas. Outra situação onde os primeiros socorros podem salvar uma vida. Técnicas de primeiros socorros não são úteis somente em acidentes com automóveis ou ferimentos graves. A maioria das vezes onde os primeiros socorros salvam vidas isso se dá no ambiente doméstico, onde achamos que estamos a salvo.

Neste artigo vamos desmistificar uma série de práticas que não passam de crendices populares infundadas e que podem até ser perigosas, e indicar a maneira correta de o que fazer naquela situação. É difícil convencer alguém que está com boa vontade em ajudar de que aquele procedimento não deve ser realizado, mas esse exercício de desconstrução deve ser feito, pois evita mortes e mais danos às vítimas. E, como já dissemos, um curso online de primeiros socorros são uma ótima maneira de adquirir este conhecimento e ainda incrementar o seu currículo e ficar mais competitivo no mercado de trabalho. Vamos lá?

1. Passar pasta de dentes na queimadura

Se você não estiver preocupado em receber o médico com aquele bafo de cebola horroroso, esqueça a pasta de dentes. Além de não fazer efeito nenhum ainda pode causar uma séria infecção em queimaduras mais graves por causa dos corantes e demais agente químicos na pasta. Escove os dentes, guarde a pasta na gaveta, molhe o local com água gelada e procure um médico.

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2. Botar a cabeça para trás para estancar sangramentos nasais

Nunca faça isso. O sangue vai parar de cair, mas, adivinha só, você corre o risco de aspirar todo esse sangue. E pode apostar que isso não vai ser nada bom. Quer estancar o sangramento? Pressione o nariz por alguns minutos e o fluxo de sangue vai reduzir. Mas sem botar a cabeça para trás.

3. Bebida alcoólica para dor de dente

Até pode funcionar, mas pelo motivo errado. O que funciona de verdade é o frio da bebida gelada, não a bebida em si. Água gelada tem o mesmo efeito analgésico momentâneo. Então, se você não quer outra dor de cabeça no dia seguinte, esqueça a bebida e faça bochechos com água gelada. Ah, e procure um dentista, claro.

4. Chupar o veneno da cobra

Essa não precisa ser nenhum gênio pra saber que não funciona. Primeiro: o veneno se espalha rapidamente pela corrente sanguínea, não fica ali ao redor da picada pronto pra ser sugado por alguém que viu os filmes do Rambo. E segundo: se ter veneno no sangue não é nada bom, veneno na boca também não é uma boa ideia. Esqueça os filmes de selva que você via quando criança e corra até um posto médico.

5. Respirar num saco de papel para combater a hiperventilação

Essa é clássica dos filmes: alguém está respirando rápido demais, alguém já lhe estende um saco de papel, a pessoa respira dentro dele e se acalma. Mas fazer isso pode ser extremamente perigoso. Apesar de ser uma técnica recomenda por médicos até uns anos atrás, estudos atuais atentam para o perigo deste procedimento. O problema não é exatamente na hiperventilação, mas muitas condições médicas podem ser confundidas com a hiperventilação, como asma, ataques cardíacos, derrames etc. Em casos assim, esta técnica pode ser fatal, porque ela reduz os níveis de oxigênio e aumenta os níveis de gás carbônico, o que pode levar o paciente à morte. A melhor saída é se acalmar e respirar longa e pausadamente, se não houver um médico por perto que possa atestar que aquilo não passa de hiperventilação. Melhor não arriscar.


6. Botar algo na boca de alguém tendo uma convulsão

Nunca, jamais, em hipótese nenhuma tente algo assim. Durante uma crise convulsiva os músculos se contraem de uma maneira extrema, e uma mordida de alguém sob esta condição é capaz de arrancar facilmente um dedo. Enquanto aguarda um médico, deite a pessoa de maneira confortável, afrouxe suas roupas e o posicione de lado para que ele não se afogue com o excesso de vômito ou de saliva. O Curso Crise Convulsiva  e o Curso Cuidados Aplicados às Feridas explicitam um panorama detalhado e eficiente sobre o tema.

7. Fazer um torniquete

Durante anos esta foi uma prática bastante recomendada. Mas estudos recentes comprovaram que ela traz muito mais prejuízos do que benefícios. O torniquete pode comprometer a circulação no local e aumentar o risco de infecções e gangrenas. Utilize um pano limpo e simplesmente pressione a ferida, e eleve o membro ferido, se puder. E, claro, procure um médico.

8. Provocar vômito em caso de intoxicação ou envenenamento

Vá na sua despensa, pegue um produto de limpeza e leia as recomendações. Provavelmente está escrito na parte de trás: em caso de ingestão, não provoque vômito. Logo, não provoque mesmo. A maioria das substâncias que causam intoxicação ou envenenamento são cáusticas, e esta técnica causa dois problemas: primeiro, o vômito vai fazer seu estômago se livrar dos ácidos estomacais, que naturalmente combatem as substancias tóxicas. Segundo, se o produto queimou a boca, garganta e vias aéreas, ele vai queimar da mesma maneira no caminho de volta. Sem falar da grande possibilidade de a substância sair pelas vias respiratórias, e ninguém vai querer veneno nos pulmões. Só induza o vômito sob supervisão de alguém com muita experiência em intoxicações e envenenamentos. O melhor a fazer é correr para um centro médico.

9. Mandar uma pessoa que se sente fraca colocar a cabeça entre as pernas

Essa não faz nenhum sentido. Como a pessoa está tonta, ela pode cair e se machucar. Em vez disso, faça o contrário: mande a pessoa sentar ou deixar e levantar as pernas. Isso vai aumentar o fluxo de sangue que vai para o cérebro.

10. Urinar sobre queimadura de água viva

Eca! Além de anti-higiênico não faz nenhuma diferença. Nenhuma mesmo, além de poder causar uma infecção. Tente aplicar vinagre sobre o ferimento e procure ajuda médica. E segure seus instintos de ajudar da maneira heroica que você vê na TV. Errada e nojenta.

11. Colocar água oxigenada em feridas

Rapidamente: não adianta nada e dói bastante. Não faz absolutamente nenhuma diferença. Seu uso foi disseminado baseado no antigo ditado "o que arde, cura". Arder arde, mas não cura. Limpe com água e sabão, dói menos e ajuda a limpar o ferimento.

12. Colocar um bife cru no olho roxo

Assim como o mito da bebida para dor de dente, é mais um mito que funciona pelo motivo errado. Aplicar algo gelado no lugar da luxação realmente traz um alívio momentâneo, mas não precisa ser um bife. Até porque, a gordura da carne pode inflamar o olho. Uma bolsa de gelo resolve o problema sem te deixar com cheiro de churrasco.

13. Tirar o ferrão da abelha do local da picada

Esqueça! Você corre o risco de fazer com o que o veneno da base do ferrão entre mais ainda no corpo da vítima. Uma dica um tanto inusitada, mas que funciona, é misturar bicarbonato com vinagre e passar no local, para neutralizar o ácido do veneno. Tome cuidado para não fazer o ferrão entrar ainda mais. Se não tiver nenhum dos dois por perto, esfregue uma aspirina sobre a picada. Ajuda na diminuir a dor e a inflamação. 

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14. Estourar as bolhas das queimaduras

Nunca, jamais, sob hipótese nenhuma faça isso. Por mais incômodo que seja, deixa as bolhas estourarem sozinhas. A função das bolhas é EXATAMENTE proteger o local contra infecções. Estourá-las só vai expor a vítima à bactérias e demais agentes infecciosos, além de doer bastante.

15. Tentar imobilizar alguém que está tendo uma convulsão

Não tente impedir os movimentos de alguém que está sofrendo uma convulsão. As contrações musculares, como já dissemos, são involuntárias e violentíssimas, então, ao tentar impedir seus movimentos, você pode tanto machucar a vítima quanto se machucar. Tente no máximo colocá-la deitada longe de objetos que possam feri-la, sem tentar conter seus movimentos ou seus membros. 

16. Deitar vítimas de ataques cardíacos

Pééén! Resposta errada. A melhor posição para alguém que acabou de sofrer um ataque cardíaco é sentada com os joelhos dobrados e os ombros apoiados. Assim fica mais fácil da pessoa respirar, pois a caixa torácica não fica comprimida. 

17. Quando alguém se sufoca com algum objeto, tentar tirar o objeto com os dedos

É muito arriscado. É provável que você empurre o objeto ainda mais para dentro da garganta da pessoa e dificultar ainda mais a sua retirada. Bata com firmeza no meio das costas da pessoa, com ela virada de rosto para o chão. Se o objeto não sair, corra para um hospital.

18. Fazer alguém que se engasgou olhar para cima

Qual o sentido disso? Se algo entrou na garganta e você quer que ele saia, a gravidade é a sua melhor amiga. Deite a pessoa de bruços e, como dissemos no item anterior, aplique tapas firmes nas costas da pessoa. Mas não tão firmes que troquem um engasgue por um roxo nas costas.

19. Jogar água no rosto de uma pessoa desmaiada

Não faz absolutamente nenhuma diferença, fora o susto. Espera a pessoa recobrar a consciência e procure investigar a causa do desmaio. Se a pessoa não estiver respirando, corra para uma emergência. Se ela estiver respirando, espere alguns minutos. 

20. Se alguém for atingido por um raio, não encoste que você vai levar um choque

Um mito chocante. O corpo humano não armazena eletricidade. A pessoa pode estar quente, mas pode tocá-la com certeza que você não vai levar um choque. Nunca deixe de aplicar os primeiros socorros em vítimas de raios, geralmente as técnicas de ressuscitação são muito eficazes nestes casos e muita gente deixa de aplicá-las por causa deste mito. Se aproxime com cuidado pois a vítima pode estar quente, cuidado com a pele que pode estar queimada e, tomados os devidos cuidados, aplique as técnicas. 

Estas dicas vão te ajudar a não cometer erros comuns baseados em crendices populares relacionados aos primeiros socorros. O uso correto das técnicas pode ser a diferença entre a vida e a morte de uma vítima. Não se trata somente de técnicas que não funcionam, mas de técnicas que podem ser prejudiciais e até mesmo levar a vítima à morte, se executadas. As técnicas verdadeiras não são complicadas e são de fácil execução. É importantíssimo termos este conhecimento, nunca se sabe quando uma emergência vai acontecer. É comprovado que, quanto mais a população de uma localidade tem acesso às técnicas de primeiros socorros, maior a sobrevida de vítimas de acidentes e demais fatalidades. Um bom lugar para começar os seus estudos na área é o curso de primeiros socorros. Seu currículo vai te agradecer e o mercado de trabalho vai ter receber bem melhor.