O prato típico do Brasil, aquele com o famoso “arrozinho” com feijão, há algum tempo, deixou de ser a prioridade na mesa de muitos brasileiros. No corre-corre do dia a dia, uma dieta balanceada acaba cedendo lugar para os fast-foods e lanchonetes que oferecem alimentação rápida. Mas não são somente os adultos quem têm sofrido com as consequências de maus hábitos alimentares. Pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela que excesso de peso em crianças mais que triplicou nos últimos 40 anos. O cenário alarmante reforça a necessidade de se discutir o assunto, que não é um problema apenas da saúde pública. A obesidade infantil é um assunto de família. Afinal, o bom exemplo deve vir primeiramente de casa, não é mesmo?

Devido à importância do tema, o Enfoque Capacitação oferta entre seus cursos online, um exclusivamente para trazer reflexões sobre a educação alimentar, estratégias para o enfrentamento da obesidade infantil, além de apresentar as doenças associadas ao excesso de peso, dentre outros assuntos. Trata-se do curso online Obesidade Infantil.

Nesse artigo, te damos um panorama sobre o problema da obesidade infantil no brasil e explicamos o que é obesidade infantil e suas causas para que você já comece a se inteirar sobre esse tema, que será ainda mais aprofundado em nossos cursos a distância.

Obesidade infantil NÃO

É uma doença?

Sim. A obseidade infantil é considera uma doença que provoca o aumento de gordura corporal. Vários faotres podem levar a esse aumento. Falaremos sobre as causas da obesidade infantil mais adiante. Por hora, para sabermos o que é obsedidade infantil, é preciso entender como é feito o cálculo do índice de massa corporal, pois é através dele que se mede o aumento de gordura corporal. O cálculo é feito da seguinte maneira: peso da criança (em kg) dividido pela altura ao quadrado. Uma criança é considerada obesa quando possui 20% a mais do peso ideal para a sua idade. 

O que dizem os dados?

As pesquisas mostram, sem dúvida alguma, que a situação não é boa. Como mostramos anteriormente, o sobrepeso e obesidade infantil no brasil cresceram. Isso porque ao longo dos últimos anos, os hábitos de vida e de alimentação das crianças brasileiras mudaram.

Desde 1974, o excesso de peso entre a meninada passou de 9,7% para 33,5% atualmente, segundo o IBGE. A obesidade entre os meninos era de 2,9% do total e nas meninas, o índice era de 1,8%.

Na atualidade, uma em cada três crianças sofre com a doença no país. Caso nada seja feito, as projeções da Organização Mundial da Saúde são de que até 2025 cerca de 75 milhões de crianças em todo mundo poderão chegar ao sobrepeso.

A origem do problema

Como falamos no tópico sobre o que é obesidade infantil, muitos fatores levam ao excesso de peso nas crianças. Entre as causas da obesidade, estão as relacionadas aos hábitos de vida. Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (Pense) mostrou que frituras e refrigerantes fazem parte da rotina alimentar de 40% dos alunos matriculados no ensino fundamental da rede privada. Apenas um terço dos estudantes consome frutas e hortaliças durante cinco ou mais dias na semana.

Outra pesquisa, da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde, mostra que cerca de 30% dos jovens de 18 a 24 anos no país tomam refrigerante todos os dias. A pesquisa aponta também que 28,5% de pessoas nesta faixa etária comem doces em excesso, o que evidência que os maus hábitos alimentares adquiridos na infância tendem a permanecer em outros períodos da vida.

As guloseimas açucaradas e gordurosas estão entre as principais vilãs da alimentação da garotada. E quando se trata de comida para criança, a indústria alimentícia oferece produtos atrativos, com ilustrações de desenhos animados, tudo muito colorido, o que torna quase impossível competir com esses alimentos industrializados, pouco nutritivos e com altos teores energéticos.

O fato é que controlar a alimentação de uma criança não é uma tarefa fácil. No entanto, como falamos no início do artigo, as causas da obesidade infantil têm uma forte relação familiar. Isso porque a criança, inserida em um contexto familiar, sofre influências do meio em que vive e tende a repetir hábitos deste. Se em casa ela não come frutas, por exemplo, dificilmente irá adquirir esse hábito. Por isso, uma dica importante é oferecer a meninada alimentos saudáveis. Uma forma de fazer com que se habituem a eles, é oferecê-los de maneira divertida. Bolachas caseiras podem virar bichinhos e as frutas podem ser servidas em espetinhos, por exemplo.

É importante evitar também que os pequenos aprendam a comer alimentos ricos em conservantes e realçadores de sabor. A família é responsável por isso, mas não é só ela. A escola e outros ambientes onde as crianças frequentam também podem contribuir a ensinar a criança que alimentação saudável é gostosa e é divertida também.

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Fatores internos

De acordo com estudo publicado no Observatório da Saúde da Criança e do Adolescente (Observaped), da Faculdade de Medicina da UFMG, as causas da obesidade infantil podem envolver fatores neuro-endócrinos ou genéticos ou fatores ambientais. Aproximadamente apenas 5% dos casos de obesidade em crianças e adolescentes são decorrentes de fatores neuro-endócrinos e genéticos, que significa a predisposição para ganhar peso.

Perfil

Porém, os fatores externos, isto é, que não estão relacionados a uma causa genética, são os que mais contribuem para a obesidade infantil, sendo responsáveis por 95% dos casos. Ainda de acordo com estudo do Observaped, dados mais recentes mostram que a prevalência da obesidade é maior nas classes de elevado poder aquisitivo. No entanto, esse cenário vem mudando. Nas classes mais pobres, o número de crianças e adolescentes obesas é alto e está em crescimento. Uma possível explicação seria o fato de que as classes mais pobres costumam consumir alimentos mais baratos que, por sua vez, tendem a ser ricos em sais e gorduras transgênicas.

Atenção aos rótulos

Produtos alimentícios industrializados, especialmente aqueles dedicados ao público infantil, com bichinhos coloridos e carinhas, normalmente precisam de muitos aditivos químicos para ganhar os formatos e cores que os tornam mais atraentes. Então, caso os pais precisem eventualmente oferecer alimentos industrializados aos filhos, é importante que prestem atenção ao rótulo dos produtos. É que a letra miúda faz toda a diferença para a saúde. Quanto mais ingredientes do rótulo você conhecer, melhor. As chances de ele ser mais saudável é maior. Mas, se você não conhece muita coisa, cuidado. Esse alimento pode fazer mais mal do que os outros.

Especialistas em nutrição também recomendam checar o tamanho das porções a que se referem as quantidades mencionadas de nutrientes,  para não extrapolar o consumo de substâncias prejudiciais. Quando o alimento traz os termos "zero", "livre", "isento", ou "sem gordura trans", não significa que não tenha gordura. Na verdade, o que esse termo quer dizer é que o alimento contém menos de 0,2 gramas dessa gordura por porção.

Dessa forma, se uma porção de 3 unidades de biscoito, por exemplo, apresenta 0,2 grama cada, se a criança comer 10 unidades, ela estará ingerindo 1 grama dessa gordura de uma vez só, quantia considerada alta.

Outras dicas você pode encontrar no curso online Obesidade Infantil, que é um dos cursos online com certificado aqui do Enfoque Capacitação, e que traz um conteúdo complementar sobre a alimentação infantil.

Como reduzir o excesso de açúcar

Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), o brasileiro consome por ano uma média de 51 e 55 kg de açúcar, enquanto média mundial é de 21 kg por ano. A recomendação da Organização Mundial da Saúde é de que o consumo máximo diário de açúcar seja de 10g. Porém, percebe-se que esse valor é facilmente alcançado com lanches que são tradicionalmente oferecidos às crianças, como os biscoitos recheados.

Além da questão estética do excesso de peso, o consumo exagerado de açúcar leva à deficiência de nutrientes essenciais como o cálcio, bem como anormalidades metabólicas e condições adversas de saúde, como obesidade, hipertensão, doença renal, doenças ósseas e articulares, problemas psicológicos, além de diabetes, como veremos a seguir.

Mas como fazer para reduzir o consumo de açúcar pelas crianças? Outro estudo publicado pelo Observaped dá algumas dicas, como:

  • Não dê alimentos açucarados (banana amassada com açúcar, mel ou geleia, por exemplo) ao bebê de 6 aos 12 meses de vida.
  • Não dê refrigerantes às crianças, pois são ricos em açúcar, sal, aditivos químicos e, em sua maioria, cafeína. Se a criança gostar muito da bebida, é importante que o adulto limite o consumo aos eventos, como as festinhas de outros amiguinhos. 
  • Escovar o dente da criança imediatamente após a ingestão de doces. Alimentos açucarados favorecem a proliferação de bactérias, a formação de cáries e a inflamação das gengivas.
  • Evite sucos de frutas industrializados, pois são concentrados em açúcar mesmo quando não foram adoçados.
  • Ofereça água como principal fonte de hidratação
  • Ofereça frutas frescas como sobremesa. Caso ele não aceite bem a fruta in natura, uma opção é aquecê-la para que ela fique ainda mais doce e palatável.
  • O mel também é um açúcar semelhante à sacarose e deve ser usado com moderação. Ele só pode ser oferecido após um ano de vida.

curso online Obesidade Infantil

Consequências da obesidade infantil 

Crianças acima do peso têm mais chances de desenvolver doenças cardiovasculares e diabetes ainda na infância. O excesso de peso também interfere na qualidade de vida dos pequenos, uma vez que não é raro que sofram com provocações de outras crianças e podem até serem isolados socialmente. Além disso, existe uma relação direta entre a obesidade infantil e a diabete do tipo 2. Isso porque o acúmulo de gordura corporal estimula a produção de mais insulina na tentativa de reduzir a glicose. E é a presença em excesso da insulina que causa a resistência a ela própria, como explica matéria publicada no portal UOL.

As consequências da obesidade também estão descritas no curso que indicamos a você sobre o tema e que faz parte dos cursos a distância do Enfoque Capacitação.

Quanto antes corrigir, melhor

Quanto mais cedo for o tratamento para a obesidade infantil, mais eficaz ele vai ser. Em comparação com o adulto, a criança obesa tem maior facilidade para perder peso. Isso porque mudar os hábitos ainda na infância é mais fácil do que na fase adulta. Outro motivo é que no período de crescimento, o controle do peso se torna mais eficaz.

Um tratamento correto da obesidade infantil engloba uma equipe multiprofissional, composta por médicos endocrinologista, nutricionistas, entre outros, bem como mudanças nos hábitos de vida, que devem passar a incluir atividades físicas, além de uma alimentação mais rica em vitaminas e fibras. Mas, como vimos ao longo deste artigo, você pode desenvolver um papel importante na prevenção e no controle da doença. E os cursos online podem te ajudar a desenvolver esse papel, uma vez que trazem temas relacionados às estratégias de alimentação, por exemplo. Além disso, os cursos a distância também são importantes para que se compreenda o risco de algumas medidas para a redução do peso, como as cirurgias bariátricas. 

Não pecar por excesso, nem pela escassez

Segundo o filósofo grego Hipócrates, considerado por muitos como o pai da medicina, “não tem alimento ruim, comer de tudo um pouco, nem muito nem pouco”. São os exageros que tornam qualquer alimento prejudicial. Por isso, é um erro tentar impor as crianças dietas muito  rígidas, que eliminam tudo que elas gostam de comer.

Além do mais, para controlar o peso dos pequenos, não basta simplesmente eliminar o açúcar e as massas. Por estarem em fase de desenvolvimento, elas ficam ávidas por esse tipo de alimento.  Por isso, a palavra de ordem é o equilíbrio. Ainda para citar Hipócrates, há mais de dois milénios ele já alertava que para encontrar o caminho mais seguro para a saúde é necessário “dar a cada indivíduo a quantidade exata de nutrientes e de exercício, que não seja insuficiente, nem excessiva".

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Atenção com os dietéticos

Nos dias de hoje, há certo modismo em querer substituir alimentos tradicionais pelo consumo de produtos diet e light. Você sabe diferenciá-lo? Diet são aqueles produtos que eliminam algum ingrediente de sua composição, como açúcar, sódio e gordura. Os light, por sua vez, têm no mínimo 25% a menos de algum ingrediente ou de calorias, se comparada versão original do produto.

Mas para que o produto não perca o sabor, normalmente são adicionados adoçantes artificiais, como ciclamato, sorbitol, sacarina e aspartame. Eles podem ser encontrados, principalmente, em alimentos doces como geleias, biscoitos e iogurtes. Porém, apenas um nutricionista poderá indicar a inclusão ou não dos dietéticos no dia a dia das crianças.

Agora que você já sabe um pouco mais sobre o que é obesidade infantil, quais são as suas causas e o panorama da obesidade infantil no brasil, que tal fazer o curso online Obesidade Infantil? Assim, você poderá se aprofundar ainda mais no tema e ser um agente multiplicador do conhecimento no combate ao problema.

Nas aulas deste, que é um dos cursos online do Enfoque Capacitação, os conteúdos então distribuídos em cinco diferentes módulos. Eles abordam, além dos assuntos que já comentamos, temas como educação nutricional e prevenção da obesidade em crianças. Assim como nos outros cursos EAD do portal, você também encontra conteúdos complementares. No caso do curso online Obesidade Infantil, são disponibilizados conteúdos complementares sobre o controle neural e hormonal do comportamento alimentar e psicoterapia aliada ao tratamento da obesidade, por exemplo.  

Ao se inscrever no portal, você também terá acesso a centenas de outros cursos online com certificado. Para isso, basta investir um valor único de R$69,90. O investimento dá direito a acessar todos cursos EAD por um ano. Esse é um dos diferenciais aqui do Enfoque, que conta com uma equipe pedagógica própria e direcionada para produzir e selecionar ótimos conteúdos. 

Outra vantagem, é que você poderá obter um certificado (opcional), escolhendo a melhor carga horária, que vai de 5 a 360 horas, em qualquer um dos cursos EAD.  O que está esperando? Junte-se a mais de 160 mil pessoas que atestaram a nossa qualidade e comece já os nossos cursos online com certificado. Não deixe de comentar e compartilhar o artigo também. Até a próxima.